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A Grande Divergência: Trajetórias de Desempenho na Computação
AI032Lesson 1
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A Grande Divergência marca uma mudança tectônica na história dos microprocessadores. Entre 2001 e 2009, as trajetórias de desempenho de CPUs e GPUs se separaram, formando as "mandíbulas abertas" de uma grande lacuna de capacidade. Enquanto as CPUs tradicionais atingiram a Parede de Potência—onde aumentar as velocidades do clock gerava calor insustentável—os GPUs aproveitaram sua vasta base de consumidores base de instalação no mercado de jogos para financiar uma transição rumo à paralelização extrema.

O Ponto de Inflexão

Em 2003, a lacuna começou a aumentar. As CPUs permaneceram otimizadas para lógica sequencial e latência, enquanto os GPUs dedicaram seu orçamento de transistores a Unidades Lógicas e Aritméticas (ALUs). Isso resultou em uma transição de Gigaflops (GFLOPS) para Teraflops desempenho para os GPUs, enquanto as CPUs seguiram uma curva de crescimento muito mais suave.

Ano (2001—2009)GFLOPSCPU IntelGPU NVIDIA/AMDFigura 1.1: As Mandíbulas em Divergência de Desempenho

Em 2009, um Intel i7-960 de alto nível oferecia cerca de ~70 GFLOPS, enquanto o NVIDIA GTX 280 alcançava quase ~933 GFLOPS. Isso não foi apenas um aumento de velocidade; foi uma reinvenção fundamental de como computamos, priorizando throughput sobre a velocidade individual de instrução.

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